segunda-feira, 5 de março de 2012

Nova novela das seis, Amor Eterno Amor estreia hoje na Globo

Amor, do latim amore. Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. Grande afeição de uma a outra pessoa. Afeição, grande amizade, ligação espiritual. Benevolência, carinho, simpatia. Ambição e cobiça. Culto, veneração. Caridade. Coisa ou pessoa bonita, preciosa, bem apresentada. (Dicionário Michaelis)

Explicar o amor não é tarefa das mais fáceis. Para entender é necessário sentir. Os dicionários tentam, os poetas declamam, as mães não têm dúvidas e os amantes se dedicam. Mas quem inventou esse sentimento tão sublime? O amor aquece, acompanha, emociona. Amar e ser amado é a grande recíproca por que todos os seres humanos procuram. Há mil maneiras de amar. Da mais doce à mais enferma. Sentimento nobre, que justifica muitos atos insanos e outros nem tanto. Até o mais racional de todos os homens pode sentir. Reféns do amor. É o que somos. E, para onde esse amor pode nos levar? Quais loucuras somos capazes de cometer para vivê-lo e quantos são os obstáculos que teremos que enfrentar na busca por esse sentimento tão pleno?

É em nome das juras de amor que Carlos (Caio Manhente) busca o reencontro com seu amor de infância, a menina Elisa (Júlia Gomes). E é o amor incondicional que move as esperanças de Verbena Borges (Ana Lúcia Torre) à procura de pistas que possam levá-la a seu filho, Rodrigo (Gabriel Braga Nunes), desaparecido há quase 30 anos. Sem se preocupar com o caminho árduo que percorrerão, os dois iniciam uma jornada no escuro, cheia de obstáculos, intrigas e armações, com um só objetivo: a expectativa de que um dia a vida volte a ser completa.

Amor Eterno Amor estreia hoje, às 18h10, na Globo.

A perseverança de Verbena é invejável. Quase três décadas se passaram e ela continua em busca do maior amor de sua vida, seu filho Rodrigo. Aos três anos, enquanto brincava em uma pracinha, o rico herdeiro da família Borges sumiu misteriosamente. Rodrigo cresceu na pequena Arraial de Fora, em Minas Gerais, sem saber sobre sua verdadeira origem. O menino recebeu o nome de Carlos e foi criado como filho legítimo de Angélica (Denise Weinberg) que, até a morte, lutou para livrá-lo dos maus tratos do padrasto Virgílio (Osmar Prado). Assim que conhece Carlos, o carrasco não demora muito para perceber os dons especiais do enteado – ele acalma qualquer animal somente com seu olhar – e não titubeia: começa a explorar o menino como uma grande atração para os circos que se apresentam na cidade. Carlos, então, passa a ser conhecido como “o menino domador de feras”.

Os momentos de paz na infância sofrida, Carlos ganha quando conhece Elisa, seu primeiro amor. Uma promessa doce e inocente é selada por um amuleto que o menino jura nunca mais tirar do pescoço - uma concha presa em uma tirinha de couro, símbolo do amor que não tem fim. Mas essa quietude não dura muito: depois da morte de sua mãe Angélica, Carlos foge desesperadamente, após ser pressionado por Virgílio. Sua vida recomeça com a carona de um caminhoneiro bem intencionado, que o leva para viver junto à sua família, na Ilha de Marajó, na pequenina Vila dos Milagres, no Pará. O novo começo e a distância, porém, o separam de seu grande amor. Mas nada fará com que Carlos esqueça Elisa.

O tempo passa e, trinta anos depois, no Rio de Janeiro, Verbena descobre estar no fim da vida e, em um ato extremo, aposta no que, para ela, será a última tentativa de reencontrar seu filho Rodrigo: um apelo nacional. As pistas levam a Carlos/Rodrigo (Gabriel Braga Nunes) em Vila dos Milagres. Quem parte em busca da verdade sobre o menino desaparecido é a jornalista, Miriam (Letícia Persiles). Já no primeiro encontro, o peão e a repórter são impactados com a profunda ligação que sentem um pelo outro, sem nunca terem se visto antes. Um choque arrebatador que os abala e embala em uma intensa história de amor.

Mas há outra história de amor e essa começou ainda na infância. Carlos e Elisa compartilhavam a aventura de descobrir o mundo juntos: o primeiro vento no rosto, o sabor de deitar na grama, as gargalhadas e o primeiro amor. “Quer casar comigo?”, é assim que o menino sela a vontade de passar o resto da vida com Elisa, que suspira ao dizer a palavra que confirma a reciprocidade do sentimento: “Sim!”. Um futuro desenhado em apenas uma noite, como se não houvesse mais nada além deles. Um sonho de duas crianças, observados apenas pelo céu estrelado da pequena cidade de Arraial de Fora, em Minas Gerais.

Enquanto Carlos e Elisa trocam alianças imaginárias, Angélica defende seu filho. Ele não sabe que ela não é sua mãe de verdade. Angélica o criou desde que ele tinha três anos com se fosse do mesmo sangue, mas essa história é um segredo bem guardado. Casada com Virgílio, a mãe tenta proteger o filho das maldades do padrasto e se culpa por não dar uma vida melhor ao garoto. Ela só deseja que Virgílio pare de explorar o dom de Carlos, que consegue acalmar qualquer animal somente com o olhar. Algoz, ele não tem dó e joga a criança dentro de jaulas com leões e tigres nos picadeiros dos circos que passam pela cidade. Carlos se vê sem saída e mostra a todos os presentes seus poderes especiais. O garoto fica assim conhecido como “o pequeno domador de feras”. É uma cena assustadora para qualquer um que vê e quem mais sofre com isso é Angélica e seu frágil coração.

Ao perceber que pode faturar muito mais se for embora com uma das lonas que passam por Arraial de Fora, Virgílio decide ir e levar o pequeno. Angélica, em um ato desesperado, tenta impedir a partida e discute com o marido. Porém, desta vez seu coração não resiste. Angélica jurou cuidar de Carlos/Rodrigo da melhor maneira que poderia, e assim o faz, até seu último suspiro. A dedicada mãe morre tentando salvar seu filho, a quem sempre tratou como legítimo e a quem dedicou todo seu amor.

No outro canto da cidade Carlos está a caminho de casa, com um sorriso no rosto e gritando alegre por sua mãe. Quer contar a boa nova! Ele ama Elisa! Porém, ao chegar, dá de cara com uma cena terrível. Sua mãe desacordada e Virgílio fazendo as malas. Ele entende na hora o que houve e, com violência, foge afirmando que nunca mais Virgílio vai vê-lo! Nunca. O padrasto tenta correr atrás da sua mina de ouro, mas ele é mais esperto e o deixa para trás. Carlos corre para os braços de sua melhor amiga Elisa. Despede-se e jura voltar para buscá-la. “Vou casar só com você!”, afirma o menino com firmeza nos olhos.

Já na beira da estrada, sozinho e sem rumo, Carlos se enfia no caminhão de Xavier (Chico Diaz). O caminhoneiro se espanta ao descobri-lo escondido na caçamba de seu veículo. Diz que vai entregá-lo para a polícia, e então o garoto escapa para o matagal próximo de onde eles estão. Neste terreno baldio, ao ver um cão bravo se aproximar de Xavier, Carlos se interpõe e impede o ataque usando somente a força de seu olhar. O caminhoneiro se assombra com tanta coragem e, em agradecimento, decide levá-lo para o Norte do país, na Ilha de Marajó, no estado do Pará, para viver junto à sua família, como seu filho.

Verbena é forte e nem por isso deixa de ser doce e calma. Por muitas vezes precisa lidar com uma montanha russa de emoções. Basta uma ligação para que seu coração se encha de esperanças por notícias de Rodrigo. Entretanto, até agora, só chegaram avalanches de decepção: nenhum deles era seu filho amado. Ela sabe que ele está em algum lugar e pode sentir que seu filho está bem. Mas onde? Quem o levou de perto dela? Por quê? Perguntas como essas ecoam todos os dias em seu coração; todavia, ela consegue reverter essa dor em pura esperança. E é esse sentimento que a impulsiona.

Verbena compartilha sua emoção com diversas outras mães que vivem na expectativa de rever novamente seus filhos. Ela criou a Central das Crianças Desaparecidas, uma ONG que funciona dentro da Construtora Prado Borges, empresa que Verbena herdou depois da morte de seu marido Augusto (Reginaldo Faria). A organização trabalha ativamente nas buscas por esses garotos e garotas que desaparecem sem deixar rastros.

Sempre ao lado de Verbena, sua irmã Melissa (Cassia Kiss) finge uma dedicação desinteressada e oferece o amor de seu filho Fernando (Carmo Dalla Vecchia), pouco mais novo que Rodrigo, na tentativa de amenizar a dor da família. Essa é só mais uma das ações dissimuladas da perigosa Melissa, que faz questão de lembrar a tragédia de Verbena todos os dias na esperança de que ela esqueça as buscas por Rodrigo e entregue sua fortuna nas mãos de Fernando, o único herdeiro dos Borges.

Melissa tem certeza de que não teve a “grande sorte” de Verbena. Ela se ressente por Augusto ter escolhido a “sem sal” da Verbena e não ela! Acabou se casando com Dimas (Luis Melo) que, indiferente a tudo, segue sua vida sendo um pai medíocre para Fernando e um marido submisso para Melissa. Enquanto isso, Verbena teve um casamento feliz com um homem milionário, companheiro e amoroso. A inveja é tão grande que Melissa se mostra uma víbora que, por trás, se indigna com a esperança e dedicação de sua irmã em busca de seu filho, mas, diante dela, se mostra altruísta.

Melissa engravidou assim que soube do sumiço do sobrinho. Ela contava que seu filho pudesse tomasse o lugar de Rodrigo no coração de sua irmã e, principalmente, na fortuna dos Borges. Mas, para seu desespero, Verbena não é mulher de se deixar abater facilmente. Ama o sobrinho Fernando, mas não desiste das buscas por Rodrigo! Ela sabe que verá seu filho novamente.

Carlos chega ainda criança na Ilha de Marajó, cresce perto da natureza, fazendas e criações de animais e se transforma em um respeitado peão, mais conhecido como Barão, pelo seu jeito impávido de ser e por ter muitos livros na cabana pobre onde mora, hábito que trouxe da infância ao lado de Angélica. E, de sua infância em Minas Gerais, ficou a remota memória de uma pequena cidade que o tempo apagou, os maus tratos nas mãos de Virgílio e a pureza do amor que sentia por Elisa. Mas ele não consegue se lembrar de mais nada. Uma inquietação toma seu coração. É a curiosidade sobre seu próprio passado! Carlos olha para o céu em busca de respostas. Só elas, as estrelas, as mesmas que brilhavam quando ele era criança, sabem de toda sua angústia e são suas fiéis companheiras. Nos confins da Vila dos Milagres, Carlos cresce ao lado da família de Xavier e torna-se um homem rude, porém sensível.

Naturalmente, Carlos se sente mais à vontade em meio aos animais. Com seu dom cada vez mais desenvolvido, fica clara sua personalidade arredia. O Barão não é muito de falar, mas tem um bom relacionamento com os de casa. Quando Xavier o levou para viver sua vida, seus filhos Tobias (Erom Cordeiro) e Gracinha (Daniela Fontan), logo se tornaram verdadeiros irmãos para o forasteiro. O peão Josué (Raphael Viana) também é seu amigo e companheiro. Os peões trabalham em uma fazenda de búfalos em Vila dos Milagres, no interior da Ilha de Marajó.

A realidade da pequena Vila dos Milagres, cidadezinha fictícia da Ilha de Marajó é bem diferente das cidades grandes do Brasil. Lá não há nem televisão e são poucos os recursos modernos como o telefone e a luz elétrica. E, em um lugar tão pequeno, Carlos chama atenção. Sempre foi diferente dos demais, sempre teve alguma espécie de luz. E mesmo com um jeito caladão, conquistou o coração de uma das jovens mais cobiçadas da Ilha, Valéria (Andréia Horta). Ela é filha de Carmem (Vera Mancini) e Zé da Carmem (Pedro Paulo Rangel), donos do único estabelecimento comercial do local, e assim sendo, são uma espécie de autoridade da Vila dos Milagres. São eles que abrigam na venda uma famosa roda de lundu, dança sensual e contagiante, típica da região. A birosca é o grande encontro de todos os visitantes e moradores.

As noites quentes do Pará são combustíveis para Valéria que, apesar de saber das juras de amor de Carlos (Gabriel Braga Nunes) com “a tal” da Elisa (Mayana Neiva), tenta domar o coração desse peão. A moça não dá ouvidos para o que os outros falam e mesmo contra a vontade de sua mãe Carmem, vive atrás dele. Uma de suas mais poderosas armas é um perfume com cheiro inebriante da flor dama-da-noite. Contudo, Carlos deixa bem claro que vai se casar mesmo é com Elisa!

E o perfume de Valéria mira, mas acerta outro peão. É Josué que se apaixona por ela e sofre por saber que a garota espevitada almeja seu amigo Carlos. Ele ambiciona laçar o coração dessa mulher.

O tempo passa e, no Rio de Janeiro, Verbena descobre estar com uma doença incurável e condenada a pouco tempo de vida. Mas Verbena encara o momento como o impulso crucial para terminar sua última missão em vida: encontrar seu filho sumido há quase 30 anos. E se, em quase todas as ocasiões a ajuda dos anjos é sempre bem-vinda, nesse caso é um pedido com muita convicção e prontamente atendido. É então que Miriam entra na vida de Verbena. Essa jornalista destemida, filha de seu amigo e médico Gabriel Allende (Felipe Camargo), chega para, com o auxílio da tecnologia, contratar um retrato de Rodrigo atualizado para os dias de hoje. Assim, Verbena toma coragem e faz um apelo em todas as emissoras de televisão em rede nacional.

No norte do Brasil, Carlos está na venda de Carmem e Zé da Carmem, onde estão todos reunidos à frente do primeiro televisor recém-chegado na Vila. O peão é imediatamente atraído pela imagem e pelas palavras dessa mulher. Ele não consegue explicar o que sente, mas fica atormentado pelo que viu. Dias depois, seu irmão Tobias vê no jornal que chegou de Belém o retrato de como Rodrigo Borges estaria hoje em dia e logo percebe que a história, as características físicas e principalmente o dom que a mãe jura que seu filho tem é a mais perfeita descrição de Carlos.

Intrigado com as coincidências, Tobias leva o jornal até a cabana de Carlos e pergunta para ele sobre seu passado. O peão desmonta a teoria do irmão ao dizer que a única certeza que tem sobre seu passado é que sua mãe se chamava Angélica. Apesar da explicação, Tobias não se convence e aproveita a próxima viagem a Belém para procurar o repórter que escreveu a matéria no jornal. Pedro Fonseca (André Gonçalves), do jornal Estrela do Pará, recebe Tobias e intui que Carlos é Rodrigo Borges. O repórter se empolga com o furo de reportagem e se entrega à busca do herdeiro da Construtora Prado Borges. Para provar a ideia de Tobias, os dois vão até a Vila dos Milagres para que o jornalista veja com seus próprios olhos o peão. Tobias alerta Pedro: Carlos não pode nem desconfiar das intenções deles ou se aborrecerá imensamente.

Logo ao ver Carlos, Pedro não tem dúvidas de que ele é Rodrigo Borges. Ao tentar se aproximar e tirar uma foto do peão é flagrado e expulso da fazenda. O jornalista volta para Belém e tenta entrar em contato com a mãe de Rodrigo, mas não consegue, pois quem atende a ligação é Dimas que despista o jornalista dando falsas informações. Porém Priscila (Laila Zaid), amiga de Miriam, intercepta a ligação sem que seu chefe perceba e conta em segredo para Miriam que um repórter de Belém afirma ter encontrado o filho de Verbena em Vila dos Milagres, povoado na Ilha de Marajó, no Pará.

Miriam enfrenta até seu noivo Fernando, que tenta impedi-la de viajar em busca da verdade sobre Rodrigo. Fernando parece prever que Carlos será uma pedra em seu sapato. Não só é quem pode roubar todas as esperanças dele se tornar o milionário herdeiro da família Borges, como pode roubar a mulher da sua vida! Fernando é obcecado por Miriam e não suporta a ideia da noiva longe dele. Ele não consegue conviver com a possibilidade de dúvidas nesse amor. Mas a jornalista não é de se curvar e, mesmo amando Fernando, preza muito sua liberdade. Parte para Belém, onde acredita que vá encontrar o filho de Verbena.

Ao chegar em Vila dos Milagres, Miriam conquista a confiança de Carlos e se aproxima do peão sem que ele perceba seu real interesse. É quando os olhares se cruzam pela primeira vez. Os dois sentem algo avassalador, uma sensação única toma o corpo de um e de outro. A forte atração, a princípio, não tem nenhuma explicação. Miriam fica abalada com o que sente e Carlos é tomado por um sentimento nunca antes experimentado.

Em um dia que parece ter saído de seus sonhos, Carlos e Miriam cavalgam pela pequena Vila dos Milagres. Os dois são envolvidos por um clima mágico e a aproximação é inevitável. Carlos toma a forasteira em seus braços, ainda sem entender bem o que o fascina, e a beija sob a noite.

O beijo é interrompido por Josué e Carlos e Miriam não comenta mais esse momento. Dias depois, a jornalista resolve dizer o real motivo de sua estada no Pará. Conta a Carlos que existe uma pessoa à sua procura, sua suposta mãe biológica. Ele se enerva e se nega a sair de Marajó atrás de uma vida que não é a dele. Miriam consegue que ele pense sobre a proposta, depois de dizer que sua provável mãe está nos últimos dias de vida e de lhe propor um acordo tentador: se ele for ao encontro de Verbena, ela o ajudará a encontrar Elisa.

No dia a dia na mansão dos Borges, Verbena enfrenta a resistência de sua irmã Melissa, do cunhado Dimas e do sobrinho Fernando, que fazem de tudo para tirar de sua cabeça a ideia de reencontrar o filho Rodrigo. Ao seu lado, somente seus fiéis escudeiros, a governanta Teresa (Rosi Campos), os cozinheiros Antonio (Tony Tornado) e Deolinda (Nica Bomfim) apoiam as buscas da patroa. Fora de casa, seu advogado Kléber (Marcelo Faria) e seu médico Gabriel Allende também ajudam na força-tarefa para encontrar o garoto.

Outra ajuda do bem é a de Clara (Klara Castanho), irmã de Miriam, uma criança especial que usa seus dons, sonhos e visões para auxiliar na busca desesperada de Verbena. E, por sua vez, Clara é iluminada pela visão de Lexor (Othon Bastos), um espírito de luz. Lexor apoia a procura do herdeiro dos Borges ao lado da presença espiritual de Augusto, pai de Rodrigo, que morreu sem encontrá-lo. A sensibilidade de Clara é bem aguçada, o que a faz perceber facilmente que as intenções de Melissa, Dimas e Fernando não são nada boas. E isso causa uma guerra fria entre os Borges do mal e Clara, uma menina iluminada.

Melissa, Dimas e Fernando são os primeiros a acusar Verbena de estar fora de seu juízo normal. Uma conspiração é armada pela família para tentar desacreditar Verbena. E a teoria mais forte é que, afinal de contas, após quase 30 anos, Rodrigo não esteja mais vivo. Com uma confiança inabalável, Verbena segue sem dar ouvidos a tanta intriga. As más intenções da família são colocadas abaixo quando Miriam telefona de Marajó para dar a notícia de que Rodrigo foi encontrado.

Fernando, noivo de Miriam, parte para tentar impedir que o verdadeiro herdeiro dos Borges tome seu lugar. Além disso, Fernando está contrariado pois Miriam o enfrentou e foi para Vila dos Milagres provocando mais uma de suas crises de ciúmes. Mal sabe ele que quem ele julga ser o maior rival pela fortuna dos Borges é também seu maior adversário no amor. Fernando vai tentar, com todas as forças, impedir a aproximação de Miriam e Carlos sem saber que talvez já seja tarde demais...

Miriam trabalha na redação da revista feminina Cena Contemporânea, celeiro de muitas e divertidas situações. O dono da editora, Henrique Petrini (Murilo Grossi) contratou a filha Juliana (Marina Ruy Barbosa) para estagiar por lá, mas com uma séria promessa: a jovem não terá nenhuma regalia por ser filha do chefe. Para garantir que seu desejo seja cumprido, ele tem a ajuda da editora Laura Belize (Giulia Gam), do editor de moda Gil Menezes (Otávio Martins) e dos repórteres Débora (Paula Barbosa) e Beto (Bernardo Marinho), mas tudo com muito bom humor e trapalhadas.

Outros que irão protagonizar momentos cômicos na trama são os moradores do edifício São Jorge, um verdadeiro “balança-mas-não-cai”. O prédio foi cedido por Verbena para os moradores que moram sem pagar aluguel para desespero de Dimas e Fernando. Eles não veem a hora de expulsar todos de lá para construir um empreendimento nessa região tão valorizada. O prédio é comandado pela síndica Deolinda (Nica Bomfim) que se divide entre os afazeres do cargo e o trabalho na casa de Melissa. Para administrar os problemas ela conta com a ajuda do porteiro faz-tudo Jair (Lincoln Tornado). Ribamar (Nuno Leal Maia) vive reclamando que a rotina de padeiro e o barulho que as crianças fazem não o deixam dormir. Dona Olga (Camila Amado) é uma hipocondríaca que sempre acha que está doente e coloca a culpa no condomínio. Gilda (Flávia Garrafa), Mauro (Gilberto Torres) e Julinho (Igor Cosso) também dividem a vida com os vizinhos. Teresa também mora no edifício São Jorge, junto com a filha Marlene (Hermylla Guedes) ela luta para que a neta Laís (Jéssica Alves) não siga o caminho delas e continue estudando ao invés de passar todo o tempo em uma lan house.

Um casal que vai dar o que falar é a exuberante Jáqui (Suzy Rêgo) e seu marido Kléber (Marcelo Faria), que trabalha como advogado da Construtora Prado Borges. Jáqui não consegue esconder que morre de ciúmes de Kléber, anos mais novo que ela. E, bem por isso, vive se cuidando e gastando em tratamentos estéticos de última geração. Sempre desconfiada, ela dá incertas no trabalho na tentativa de descobrir um romance extraconjugal. Filhos do primeiro casamento de Jáqui, os jovens Tatiana (Adelaide de Castro) e Bruno (Miguel Rômulo) são o contrário da mãe, e não apoiam em nada as crises de insegurança.

E por falar em opostos, Gabriel Allende, médico e amigo confidente de Verbena Borges, vive dividido entre a atração que sente por Beatriz (Carolina Kasting) e o ceticismo que o impede de se envolver com ela. A médica é especializada em terapia de regressão a vidas passadas, ramo da medicina que Gabriel duvida existir. Além disso, os dois têm temperamentos e ideias conflitantes. Beatriz e Gabriel ainda vivem o dilema dos filhos: Miriam e Clara aceitam o romance do pai, mas Gabi (Olívia Torres) não pode nem pensar nisso! Já do lado de Beatriz, seus filhos Cris (Mariana Molina), João (Luis Augusto Formal) e seu pai, Seu Francisco (Carlos Vereza), ainda não superaram a separação de Beatriz com o pai de seus filhos.

Fazem parte do elenco ainda:
Jacira (Carol Castro) – Mulher de Tobias, faz bolsas com couro vegetal, com auxílio da cunhada Gracinha (Daniela Fontan) e vende na birosca de Zé da Carmem.
Valdirene (Rosane Gofman) – Empregada da família de Kléber e Jáqui. Mulher disposta, afetuosa, alegre.
Dona Zilda (Suely Franco) – Sogra de Gabriel, alegre, de bem com a vida e muito espiritualizada. Depois da morte de sua filha é ela quem cuida das netas.
Regina (Maria Clara Matos) – Secretária de Beatriz no consultório e em casa.
Kátia (Larissa Vereza) – Professora da Clara. Jovem doce, competente e dedicada.
Alan (Bruno Pereira) – Rapaz pobre e bom caráter que, com a ajuda da doutora Beatriz, vai ter um emprego um tanto inusitado, mas no qual se sai muito bem. Faz amizade com Bruno que o ajuda a descobrir quem são seus pais.
Solange Campos (Sandra Corveloni) – Mãe de Elisa.
Leo (Wal Schneider) – É o office-boy e faz tudo da redação da Cena Contemporânea.
Divina (Flávia Reis) – Empregada na casa de Melissa. É mãe de Junior (Rafael Gevú), mas teve que esconder o filho para conseguir o trabalho.
Junior (Rafael Gevú) – Filho de Divina. Tem um talento excepcional para o piano e sofre por não poder estudar.
Uilha (Jose Bitencourt) – Filho de Deolinda, trabalha na construtora de Verbena. É influenciado negativamente pelo mau caráter de Fernando, com quem trabalha. Gosta de Marlene e pode ser salvo por esse amor.


Rodrigo (Gabriel Braga Nunes) nasceu na década de 1970, já Clara (Klara Castanho) foi concebida nos anos 2000. Os dois são exemplos de pessoas com dons especiais, seres humanos sensíveis e poderosos, cada um à sua maneira.

Há a crença que surge a partir da década de 1970, que as gerações viriam para anunciar novos tempos para humanidade. Este é um tema que tem sido estudado não só por universidades e centros de pesquisa no mundo todo, como por pessoas ligadas à espiritualidade que veem nessas crianças "sementes de luz" que estão nascendo para ajudar a humanidade a evoluir espiritualmente. É a geração Y, crianças Índigo (por conta de sua aura azul), seres questionadores, contestadores, corajosos, prontos para assumir a liderança de um novo mundo. Capazes de fazer atividades simultâneas como ler, ouvir música, escrever e ver televisão, essas crianças cresceram em uma era na qual a tecnologia se desenvolvia cada vez mais rápido. São adultos entre 20 e 40 anos, que agora estão prestes a assumir o comando. Pessoas que valorizam as outras, que acreditam que a grande saída é distribuir os lucros e incentivar a qualidade de vida.

A partir do ano 2000, acredita-se que as crianças Cristal (re) nasceram intituladas de geração Z. Seres de luz, introspectivos, sensíveis e iluministas. Pessoas que vieram com o propósito de ajudar uma evolução cíclica e poderosa. É uma geração que chega para impulsionar o mundo para uma mudança ainda maior, um tempo de transição de consciência da era contemporânea. Uma crença que ainda é estudada e, muitas vezes, comprovada pela fé de quem acredita em vida após a morte.

O Plano Comercial disponibiliza uma única cota de patrocínio nacional, cujo valor não foi divulgado. A Unilever adquiriu a cota para promover a marca TRESemmé.

Um anúncio de 30 segundos em rede nacional durante os intervalos desta novela está avaliado em R$ 211.300.


Amor Eterno Amor tem autoria de Elizabeth Jhin, com colaboração de Eliane Garcia, Lilian Garcia, Denise Bandeira, Renata Jhin e Duba Elia, com direção geral de Pedro Vasconcelos e direção de núcleo de Rogério Gomes.

Amor Eterno Amor estreia hoje, dia 5 de março, às 18h10.
Vai ar de segunda a sábado, das 18h10 às 19h10.
Novela exibida em alta definição (HD) e com Closed Caption.
Classificação indicativa: livre.


Fonte: Diretoria de Comunicação Transmídia - CGCOM




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