sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Casa da Moeda produziu 2,05 bilhões de cédulas e 1,7 bilhão de moedas em 2010

A Casa da Moeda do Brasil (CMB) foi criada no dia 8 de março de 1694 com o objetivo de fundir e cunhar o ouro extraído do Brasil durante o período colonial.
Começou suas atividades em Salvador e, em 1698, foi transferida para o Rio de Janeiro. Quase 200 anos depois ganhou uma sede ampla, na Praça da República, no centro da cidade. Funcionou nesse local até 1982 quando foi instalada numa moderna fábrica de cédulas, moedas e papéis de segurança, em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, onde funciona até hoje.

Em 1973, pela Lei no. 5.895, de 19 de junho de 1973, de Autarquia passou a Empresa Pública, estatal não dependente, dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e autonomia administrativa. O Governo Federal, através do Ministério da Fazenda, detém cem por cento do Capital Social e cabe ao Ministro de Estado da Fazenda definir os rumos estratégicos para a expansão da empresa, a destinação de seus resultados e a política de investimentos.

Têm como função, em caráter de exclusividade, a fabricação da cédula de dinheiro (papel-moeda) e da moeda metálica nacionais, a impressão de selos postais, selos fiscais federais, inclusive os serviços de selos fiscais digitais e dos títulos da dívida pública federal. Ainda, pode produzir encomenda de outros paises, como é o caso, atualmente, da Argentina, do Haiti e do Paraguai.

A CMB encerrou o exercício de 2010 com lucro líquido de R$ 415,6 milhões, registrando um crescimento de 25,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, e lucratividade de 19,8%.


Em 2010, na fábrica de cédulas foram produzidas 2,05 bilhões de unidades, praticamente a mesma quantidade que em 2009.
Entre essas, 64 milhões de unidades são das novas notas de Real, cerca de 41.2 milhões de cédulas de R$ 50 e 22.7 milhões de R$ 100.
Ainda, 73,5 milhões de cédulas de 100 pesos argentinos.




Na fábrica de moedas foram produzidas 1,7 bilhão de unidades, 15% a menos que em 2009. A denominação mais produzida foi a moeda de R$ 0,05, cerca de 55 milhões de unidades, e a menos produzida a moeda de R$ 0,50, cerca de 1,7 milhão de unidades.



Na linha de fabricação de passaportes digitalizados, para a Polícia Federal do Brasil, foram produzidas 1,5 milhão de unidades, 29,5% a mais do que em 2009.

Na linha do serviço de selo fiscal digital rastreável, como instrumento de controle fiscal na produção de cigarros (SCORPIOS) e de bebidas frias (SICOBE), foram medidos 4,6 milhões de milheiros na produção de cigarros, 5,2% a menos do que em 2009, e 37,6 milhões de milheiros na produção de bebidas frias, 432,7% a mais do que em 2009 (inicio de medição - julho de 2009).


A Casa da Moeda, por meio do Clube da Medalha do Brasil (CMEB), produziu em 2010 nove modelos de medalhas comemorativas, constantes dos calendários respectivos, definidos por representantes de empresas e personalidades dos setores numismático, filatélico e medalhístico:
100 Anos da Cidade de Caxias do Sul – Festa da Uva
100 Anos do Nascimento de Chico Xavier
100 Anos do Esporte Clube Corinthians Paulista
50 Anos da Fundação de Brasília
50 Anos do Monumento aos Pracinhas
350 Anos do Mosteiro de São Bento de Sorocaba
200 Anos do Brigadeiro Sampaio
200 Anos de Fundação da Biblioteca
80 Anos da Fundação Logosófica


Fonte: Casa da Moeda do Brasil




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