quinta-feira, 22 de abril de 2010

1º Webcast da Telefônica (com a Máquina Relações Públicas)

Hoje, 22 de abril de 2010, participei do 1º Encontros Telefônica. O convite partiu da Máquina Relações Públicas, empresa que há anos presta serviços [antes, durante e depois das crises] de "assessoria" e suporte a imagem à Telefônica.

O evento começou às 09h10 e se resumiu em uma transmissão pela internet onde um diretor da Telefônica, Fábio Bruggioni, respondeu às perguntas dos convidados.

Fiz pelo menos quatro perguntas, três foram respondidas durante o webcast. Entre os temas abordados por mim estavam: a redução no número de funcionários da Telefônica, a importância do atendimento e funcionamento da Ouvidoria, e os reajustes nas tarifas dos serviços [mal] prestados pela empresa.

Não só as respostas às minhas perguntas, mas as respostas às perguntas de outros convidados, entre eles Henrique Martin do Zumo, Juliana do Dicas de Blogger e Carolina Meyer da Revista Exame, foram absolutamente vazias e por muitas vezes desvirtuadas.

Nada que já não fosse previsto em se tratando de Telefônica.

O que me surpreendeu no evento não foi o habitual cinismo da Telefônica, foi algo não diretamente ligado ao evento, por isso inclusive inacreditável, foi à postura de um dos funcionários da Máquina, empresa que tem como responsabilidade - oriunda aliás de vultosos pagamentos -  zelar pela imagem da Telefônica.

Muitos não sabem, mas o twitter da Telefônica não é DA TELEFÔNICA, é um twitter em nome da Telefônica administrado e mantido pela Máquina. Isso também ocorre com parte do atendimento on-line que [supostamente] a Telefônica dá.

Durante o webcast, o sr. Fábio Camargo - funcionário da Máquina - resolveu, a meu ver, mostrar o que ele pensa dos (ou do) convidados do webcast, ou quem sabe mostrar publicamente quem naquele momento estava servindo de chacota.

Não satisfeito com o comentário, a meu ver, absolutamente fora de propósito - uma vez ele estava acompanhando um evento de uma empresa, empresa essa que o emprega, e o mínimo de discernimento, boas maneiras ou até ética fariam esse rapaz concluir que era desnecessário essa grosseria -, ainda assim ele comentou com uma de suas seguidoras no twitter "Boa frase. Minha avó tb me ensinou: "Quando não tiver algo de bom prá falar, fique calado", continuou após replica de sua seguidora "Comentários desnecessários, impertinentes, de gente mais do que errada prá ousar criticar os outros. Feio..".

Só para dar ideia da importância do fato, o próprio Fabio Camargo excluiu as mensagem de seu twitter, restringiu o acesso ao seu perfil e me bloqueou. Vale lembrar que eu não o conheço.

O que me espanta ainda é: foi confirmado que o Fábio Camargo é mesmo funcionário da Máquina, mas que ele não estava envolvido diretamente com a transmissão e suporte do webcast ocorrido hoje. Eu me pergunto: nada mais havia na Máquina para esse rapaz fazer? E ainda, fazia o que na transmissão se não estava ligado a ela, entrou porque não tinha nada pra fazer e ajudaria "fazendo número"?

Minutos atrás, após contato meu com a Máquina, a srª Valdete Cecato, diretora executiva de operações da Máquina, entrou em contato por telefone e se resumiu a dizer que já tomou medidas internas - que não poderiam ser reveladas por uma questão de política interna - para resolver e evitar novos problemas. Vale ressaltar que por várias vezes eu pedi que o contato fosse feito por e-mail, sendo que foi dessa maneira pela qual o convite foi feito e que tudo vinha ocorrendo, mas ela se recusou.

Em relação ao webcast, vale dizer que eu solicitei saber quantas pessoas participaram/assistiram e ainda não tive acesso a esse número. Ao que tudo indica, até pelos fatos narrados acima ou uma rápida verificação sobre o que foi falado do evento, não foram muitas pessoas.

O que sabemos é que, os poucos - ou pelo menos eu - que puderam acompanhar o evento foram tratados assim, como o cinismo de sempre da Telefônica e com a falta de respeito por parte da Máquina.

O espaço está aberto à Maquina e também ao Fabio Camargo.


O outro lado: A Máquina

Por volta das 19h, a Máquina Relações Públicas postou (e me avisou pelo twitter) em seu blog texto assinado pela Carla Dazzi, diretora da Máquina Web, que segue na íntegra:

Desculpas em Ctrl+Z

Atire a primeira pedra quem nunca quis dar um Ctrl+Z na vida real.

Como diretora da MWeb, à frente de uma equipe especializada em gestão de reputação nas redes sociais, acabo de vivenciar o que muitos clientes passam na internet.

Hoje, participamos de um evento no qual a opinião pessoal de um funcionário quase ofuscou o trabalho de transparência e proatividade de um dos clientes da empresa. Venho a público pedir desculpas ao Gregori Pavan, citado no post pessoal do funcionário, aos participantes do evento e aos internautas em geral. Peço desculpas pelo Fábio Camargo, que em um momento de inadequação esqueceu-se de que é um formador de opinião na web e responsável pelos seus comentários públicos. Peço desculpas como gestora da equipe e em nome da MWeb.

Que esse seja mais um dos muitos aprendizados que trabalhar com interatividade nas redes sociais nos proporciona diariamente. Humildade, canja de galinha e manual de boas práticas não fazem mal a ninguém.

Carla Dazzi
Diretora MWeb


Eu, acho que é indispensável ressaltar que o meu post foi redigido à tarde e assim que ficou pronto - às 16h30 - foi enviado imediatamente para conhecimento da Máquina ANTES de ser colocado no blog. Achei essa à atitude mais correta.

Mas, até às 17h32, a Máquina não respondeu aos meus contatos e nem enviou nenhum posicionamento, sendo assim o texto foi ao ar no blog.

Ainda assim, vale ressaltar que a Máquina AGUARDOU e monitorou a repercussão que a situação ia alcançar antes de se pronunciar.

Atitude essa que vejo como descrédito no "cidadão comum". E mais, descrédito nas redes sociais em geral, e principalmente em blogs. Fazendo assim, só às 19h se posicionou por meio de seu blog.

Atualizado 23/04/2010 às 15h40.

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