quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Telefônica tem o pior e mais caro serviço de banda larga do país

Divulgado semana passada, o estudo do banco JP Morgan sobre o mercado brasileiro de banda larga revela que as operadoras competitivas estão tomando mercado das operadoras “acomodadas”.

O estudo trás um comparativo de preços entre as maiores operadoras de internet banda larga do Brasil e aponta que o Speedy da Telefônica é o mais caro do país.

Ou seja, além de ser o pior é o mais caro.



A maior empresa de banda larga do país é a OI – que detém 38% do mercado – e cobra em média R$ 43,50 por Mbps.

Em seguida vem a NET, que recentemente ultrapassou a Telefônica e agora é vice-líder com 26% do mercado de banda larga, cobra em média R$ 41,60 por Mbps.
Em terceiro lugar, aparece a Telefônica – recentemente atropelada pela NET - com 24% do mercado, que tem a internet mais cara, cobra em média R$ 53,10 por Mbps.
A GVT, em quarto lugar, detém cerca de 6% do mercado e cobra em média R$ 9 por Mbps, o preço mais baixo do estudo.

O estudo da JP Morgan é taxativo, e aponta que só há preços competitivos onde há concorrência.

O mercado de banda larga no Brasil vem apresentando um crescimento expressivo nos últimos anos, e o estudo aponta que esse crescimento deve continuar. E isso é reflexo na OI, NET e GVT.

A Telefônica é a única que vai na contramão, no último trimestre conseguiu a “façanha” de encolher.

E não pense que a empresa que cobra mais barato perde lucro ou presta serviço de má qualidade, muito pelo contrário. Por exemplo, a banda larga da GVT ganhou o Prêmio INFO 2009. Foi eleita como o melhor serviço de banda larga pelos leitores da revista INFO, da Editora Abril. E o estudo da JP Morgan mostra que a rentabilidade vem do expressivo crescimento no mercado.

Por outro lado, a banda larga da Telefônica é constantemente “reconhecida” pela má qualidade e péssimo atendimento. Como por exemplo, o teste realizado pelo IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - em parceria com o CGI - Comitê Gestor da Internet no Brasil – em 2008, que apontou o Speedy da Telefônica como o pior entre os serviços testados.

A qualidade do serviço da Telefônica é tão ruim, que este ano, fez com que o Procon - Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor - de São Paulo criasse um canal exclusivo em seu site apenas para receber reclamações contra o Speedy.

A má qualidade é tão evidente que a ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações – chegou ao ponto de proibir que o serviço de banda larga da Telefônica – o Speedy – fosse comercializado durante vários meses esse ano. Uma coisa bem atípica, a tirar pelo fato de que o Antônio Carlos Valente, atual presidente da Telefônica, já ter tido vários cargos, até de vice-presidente, dentro da Agência.

Após isso, a Telefônica tem gastado milhões e milhões de reais com agências de publicidade e veiculação de comerciais em televisão, jornais, revistas e ações maciças na internet. Mas ainda não conseguiu – nem deve conseguir - uma boa imagem, de certo porque ainda não entenderam que a imagem da empresa é o que ela é de fato, e não um comercial de TV.

Isso é notório ao ver que a empresa ao invés de investir em sua infraestrutura, no atendimento, tem gastado dinheiro com agências de publicidade e criação de “fantasia”, que tem se mostrado, entretanto, inútil.

O atendimento da Telefônica é uma extensão da má prestação do serviço de banda larga. Desde que os rankings de reclamação da ANATEL e Procon foram criados – há cerca de 10 anos – a Telefônica sempre esteve e continua entre as primeiras posições – as piores -, fato que não muda nos rankings de outros órgãos de defesa do consumidor e das seções do consumidor de jornais e revistas.

A Telefônica sequer fez questão de se adaptar a Lei do Sac – que criou regras para que o consumidor seja menos maltratado pelas empresas -, em vigor desde dezembro do ano passado. Em um ano, o Procon já multou DUAS vezes a Telefônica, a soma chega a R$ 6.384.600,00.

Tramita no Congresso Nacional até um pedido de intervenção na Telefônica, baseado na evidente incapacidade de gestão e absoluta incompetência.

A inerente imagem negativa da Telefônica não é só constatada pelos clientes, empresas também já perceberam que ter a Telefônica como parceira é uma verdadeira “furada”.

No dia 13 de novembro, o grupo francês Vivendi anunciou a compra da GVT. Porém, a Vivendi disputava com a Telefônica, que inclusive se disponibilizava a pagar mais pela GVT. Mas a GVT fechou mesmo com a Vivendi, isso pode apontar claramente que uma junção com a Telefônica poderia fazer mal a imagem da GVT, podendo inclusive perder mais posteriormente do que o pouco a mais que iria ganhar para fechar o negócio.

É esse o mercado que a Telefônica tem hoje, com quase nenhuma possibilidade de crescimento, e cidadãos cada vez mais avessos aos seus produtos e serviços.

Depois do estranho slogan “Desfrute o Progresso”, agora o novo slogan é "Melhorar sempre. O seu desejo é o mesmo que o nosso".

Não se deixe enganar, seu desejo não é e nunca foi o mesmo que a Telefônica. Prejudicar, enganar e surrupiar nunca foi o seu desejo, não é mesmo?




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