quinta-feira, 19 de março de 2009

O que EU achei do Caso Marcelo Tas X Telefônica

COMUNICADO



Na quinta-feira, 26/03/09, Marcelo Tas (blog e twitter) entrou em contato, por e-mail, se mostrando insatisfeito com as minhas afirmações, no meu twitter (@gregoripavan) e no meu blog (http://gregoripavan.blogspot.com), atribuídas à pessoa dele.

O mesmo entende as afirmações como calúnia e difamação, além disso, informou que eu estaria infringindo os seus direitos autorais, uma vez que estaria usando um layout (no Twitter) “igual” ao dele.

Ele "sugeriu" ainda que o todo o conteúdo fosse retirado do ar ou acionaria a Justiça.


Eu, Gregori Pavan, saliento que em nenhum momento tive à intenção de ofender a honra ou moral de qualquer pessoa, muito menos a dele.


Consultei dois advogados, que me recomendaram que o conteúdo fosse mesmo retirado do ar, pois algumas afirmações poderiam “dar margem” à ofensa, e isso poderia gerar uma dor de cabeça desnecessária.

Sendo assim, as afirmações no twitter foram "deletadas" logo na quinta-feira (26/03/09), e hoje, 29/03/09, estou substituindo o post original no blog - escrito na quinta-feira, 19/03/09 -, por esse comunicado.


Para que não existam dúvidas, reitero meu absoluto e irrefreável descontentamento com o patrocínio da Telefônica aceito por Marcelo Tas.

Apesar de o mesmo dizer que “não foi comprado” ou “que se mantém imparcial”, se contrapõe à afirmação dele mesmo que argumenta que “não vai falar nem bem e nem mal”.
Entendo que o ato de falar ou mesmo de deixar de falar, ocasionado um fato externo - como um patrocínio -, é sim uma amostra de falta de neutralidade e imparcialidade.

Consequentemente, não conheço nenhum colaborador que fala “as verdades” da empresa na/para qual trabalha, pelo menos não que ainda faça parte do quadro de funcionários da mesma.
Em geral, essa função - de falar as verdades - é atribuída aos chamados “Ombudsman”, entretanto, notoriamente sabemos que, ao menos no Brasil, não conseguem exercer sua função com pleno vigor, o que é lamentável.

Acredito, que não é “unindo” sua imagem à de uma empresa como a Telefônica, que tem um histórico INCONTESTÁVEL de descaso e desrespeito não só com milhões de consumidores, mas com o Estado de São Paulo inteiro, seja algo positivo.
Só para citar e não haver dúvidas, a Telefônica é líder de reclamação do PROCON (SP) por 8 anos, sendo que o ranking é feito há 10 anos.
Também foi a responsável pelo "apagão de internet no Estado de São Paulo".
É a Telefônica também uma das pioneiras ao afronte do Decreto nº 6.523/08, que limita o tempo de atendimento ao cliente.

Acredito também, que essa parceria e essa conduta afrontam o que ele sempre pregou como pessoa e comunicador, e o que prega atualmente, em especial, em seu programa de TV, o CQC, na TV Band.

Acredito ainda, que uma pessoa na posição de comunicador, que enaltecer um serviço (Xtreme) moribundo e defeituoso que não atinge nem 1% da população - paulista -, não seja algo de grande mérito.

Portanto, ratifico meu total desprezo a tal conduta, porém respeito à posição do mesmo.

Meus sinceros votos de sucesso a todos envolvidos na questão.


Gregori Pavan


29 de março de 2009, às 15h35.




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