segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Eleições 2008 - Debate Eleitoral na TV Record

O Voto na Record 2008R-I-D-Í-C-U-L-O !

Isso que foi o debate eleitoral dos candidatos à prefeitura de São Paulo promovido pela TV Record.

A TV Record armou o circo para os palhaços se apresentarem. Aliás, circo muito mal armado, cenário singelo e brega. Num "evento" onde era notável à falta de regras e de comando, os candidatos aproveitaram para mostrar o que verdadeiramente são, ou seja, nada.

As duas jornalistas da TV Record não fizeram uma, uma sequer, pergunta relevante e inteligente.

O mediador parecia estar lendo um gibi atrás da bancada. Os câmeras estavam dormindo, os operadores mostravam outros candidatos, ao invés do que estava com a palavra.

A situação estava tão caótica que o "Sr." Paulo Maluf, para ofender a candidata Soninha Francine, exibiu a capa de uma revista, fato que era contra supostas regras previamente assinadas. E ninguém fez absolutamente nada.

A Record podia, podia mesmo ter passado sem esse LIXO! Os eleitores e telespectadores mereciam um pouco mais de respeito dos candidatos, que não falaram absolutamente NADA, só ficaram de chacotinha, TODOS sem exceção.

TODOS perdem com isso, mas principalmente perde a TV Record por ter realizado um evento tão ruim, tão sem qualidade e sem objetivo.

De uma coisa eu sei, já está marcado o debate do 2º turno na emissora, e com absoluta certeza que eu não vou acompanhar. Espero que a Record aproveite os próximos dois anos para aprender, e quem sabe fazer uma coisa mais plausível em 2010.

Meu claro protesto, também, contra a péssima transmissão pela Internet, a cargo da streamworks. Eu, com Internet e webcam em casa, teria feito uma transmissão melhor, com mais qualidade de imagem, e mais estável.




1º Debate Eleitoral nos EUA: Barack Obama X John McCain

1º Debate Eleitoral nos EUA: Barack Obama X John McCain

Comentários pós-debate do Jornal das Dez, na GloboNews.

Embaixador Jório Dauster e especialista Merval Pereira.





Comercial - Mitsubishi Pajero TR4 Flex

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Comercial - Honda Civic

Comercial - Honda Civic




Comercial - Citroen Grand C4 Picasso

Comercial - Citroen Grand C4 Picasso




Comercial - Hyundai Azera - 2009

Comercial - Hyundai Azera - 2009




quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Twitter fora do ar! Novidade?

Só pra variar, o Twitter está totalmente fora do ar.

Desde às 17h, pelo menos...




quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Lei Nº 11.785 define tamanho mínimo de letra em contrato

Foto: !borghettiFoi sancionada na última segunda-feira (22) pelo presidente da República em exercício, José Alencar, e publicada ontem (23) no Diário Oficial da União a Lei 11.785/08.

A Lei altera o parágrafo 3º do artigo 54 do Código de Defesa do Consumidor para determinar que os contratos de adesão sejam redigidos em termos claros e com, no mínimo, corpo de letra tamanho 12.


Leia a Lei 11.785/08, na íntegra:


LEI Nº 11.785, DE 22 DE SETEMBRO DE 2008

    Altera o § 3o do art. 54 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 - Código de Defesa do Consumidor - CDC, para definir tamanho mínimo da fonte em contratos de adesão.

    O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
   Art. 1º. O § 3o do art. 54 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 - Código de Defesa do Consumidor - CDC, passa a vigorar com a seguinte redação:
   "Art. 54. ...................................................................................
   § 3o Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.
..............................................................................................." (NR)
   Art. 2º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 22 de setembro de 2008; 187º da Independência e 120º da República.

JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
Tarso Genro
José Antonio Dias Toffoli




Regras para uso de garrafões plásticos na venda de água mineral

Publicada ontem (23) no Diário Oficial da União, a Portaria n.º 387 do Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério de Minas e Energia. A Portaria disciplina o uso de embalagens de plástico retornáveis para a comercialização de água mineral.


Leia a Portaria n.º 387, na íntegra:


DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL
PORTARIA Nº 387, DE 19 DE SETEMBRO DE 2008

    Disciplina o uso das embalagens plástico-garrafão retornável, destinadas ao envasamento e comercialização de água mineral e potável de mesa e dá outras providências.

    O DIRETOR-GERAL DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL, em face do disposto na Lei nº 8.876, de 2 de maio de 1994, e no uso da atribuição que lhe confere o Decreto nº 4.640, de 21 de março de 2003, publicado no Diário Oficial da União de 24 de março de 2003,
    Considerando os termos da Resolução nº 002/2008 da Comissão Permanente de Crenologia - CPC, resolve:
   Art. 1º. Os titulares de concessão de lavra de água mineral que utilizam vasilhames plásticos retornáveis para envase deverão observar os termos desta portaria.
   Art. 2º. As embalagens plásticas para água mineral e potável de mesa de que trata o item I dessa resolução deverão garantir a integridade do produto e serem fabricadas com resina virgem ou outro material aceitável para contato com alimentos.
   § 1º. Os materiais a serem utilizados na fabricação das embalagens deverão atender às especificações da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA/MS.
   § 2º. Os concessionários de água mineral e potável de mesa que envasem seus produtos em embalagens retornáveis em volumes de capacidade nominal de 10 ou 20 litros ficam obrigados a apresentar ao DNPM cópia reprográfica de certificado de instituto técnico reconhecido atestando que seu produto atende às citadas normas técnicas.
   § 3º. O certificado aludido no parágrafo anterior deverá ser renovado anualmente e juntado ao processo de concessão de lavra.
   Art.3º. É permitido o reenvase de vasilhames plásticos retornáveis de que trata essa portaria, exclusivamente em volumes de capacidade nominal de 10 ou 20 litros.
   Art.4º. Apenas poderão ser utilizados para o envase e comercialização, as embalagens plástico-garrafão retornável que obedeçam em seu processo de fabricação às normas constantes da ABNT NBR 14222 que dispõe sobre embalagem plástica para água mineral e potável de mesa - garrafão retornável -, aos requisitos e métodos de ensaio - ABNT NBR 14328, que dispõe sobre embalagem plástica para água mineral e potável de mesa - tampa para garrafão retornável - requisitos e métodos de ensaio e suas alterações posteriores.
   Art.5º. Além do estabelecido nas normas técnicas da ABNT citadas, os vasilhames retornáveis objeto dos desta portaria devem trazer no fundo a data limite de 03 (três) anos de sua vida útil.
   Art.6º. O transporte, a distribuição e a comercialização de água mineral em vasilhame retornável devem seguir integralmente as normas constantes da ABNT NBR 14.638, que dispõe sobre embalagem plástica para água mineral e potável de mesa - garrafão retornável - requisitos para distribuição, e suas alterações posteriores, além das normas de transportes de alimentos emanadas dos órgãos federais públicos reguladores.
   Parágrafo único. As empresas terão o prazo de 01 (um) ano, contado da data de publicação desta portaria, para se adequarem, devendo então passar a adquirir embalagens plástico-garrafão retornável devidamente certificados.
   Art. 7º. O descumprimento das obrigações instituídas nesta Portaria acarretará ao infrator as penalidades previstas no Código de Águas Minerais, Decreto-Lei 7.841, de 08 de agosto de 1945, no Código de Mineração, Decreto-Lei nº 227, de 15 março de 1967, e demais legislações pertinentes.
   Art.8º. Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

MIGUEL ANTONIO CEDRAZ NERY




As atribuições do Senado Federal

Foto: Rafael Huppes Piassini
Foto: Rafael Huppes Piassini


O artigo 46 da Constituição estabelece que o Senado Federal compõe-se de representantes dos estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário. Cada estado e o Distrito Federal elegerão três senadores, com mandato de oito anos. A representação de cada estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. Cada senador será eleito com dois suplentes.

De acordo com o artigo 59 da Constituição, o processo legislativo compreende a elaboração de emendas à Constituição, leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e resoluções.

Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis.

As atribuições de competência exclusiva do Senado são descritas no artigo 52 da Constituição, a saber:
I - processar e julgar o presidente e o vice-presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os ministros de estado e os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles;
II - processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o procurador-geral da República e o advogado-geral da União nos crimes de responsabilidade;
III - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição pública, a escolha de magistrados, nos casos estabelecidos na Constituição; ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo presidente da República; governador de território; presidente e diretores do Banco Central; procurador-geral da República; e titulares de outros cargos que a lei determinar;
IV - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente;
V - autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos estados, do Distrito Federal, dos territórios e dos municípios;
VI - fixar, por proposta do presidente da República, limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios
VII - dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo poder público federal;
VIII - dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno;
IX - estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;
X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal;
XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do procurador-geral da República antes do término de seu mandato;
XII - elaborar seu regimento interno;
XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para a fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias
XIV - eleger os membros do Conselho da República;
XV - avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por 2/3 dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício da função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.

Fonte: Agência Senado




MPF/MG pede condenação da Globo por transmitir conteúdo inapropriado ao horário

O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) ajuizou ação civil pública contra a Rede Globo de Televisão pedindo indenização por danos morais coletivos pelo fato de a emissora ter veiculado conteúdo irregular em horário não permitido.

Reprodução: TV GloboSegundo o MPF, no dia 21 de novembro do ano passado, o programa Mais Você, com classificação livre, transmitido no horário das 8h às 9h30, exibiu cenas de sensualismo e erotismo, acompanhadas de linguagem de conteúdo sexual metaforizado. A irregularidade aconteceu durante a retransmissão de cenas da novela Duas Caras, em que a personagem Alzira fazia a chamada “dança no poste”.

O próprio Ministério da Justiça, ao analisar o conteúdo do programa, instaurou procedimento administrativo contra a Rede Globo e expediu nota técnica assinalando que o Mais Você exibido naquele dia violou a classificação indicativa, porque seu conteúdo não poderia ser considerado livre.

O MPF lembra que as mesmas cenas da “dança no poste” foram o motivo principal da edição da Portaria 202, de 24 de julho de 2007, em que o Ministério da Justiça alterou a classificação indicativa da novela Duas Caras. Antes recomendada para maiores de 12 anos, a novela foi reclassificada para maiores de 14 anos e a emissora teve de mudar o seu horário de exibição para as 21 horas.

Reprodução: TV GloboMesmo ciente desses fatos, a direção do programa Mais Você, cerca de quatro meses depois, não se importou de reprisar a cena em horário matutino. Instada a se manifestar, a emissora alegou que o público do programa é composto por mulheres adultas, ignorando deliberadamente o fato de que a classificação “livre” é vinculada ao horário de exibição.

Para o MPF, a emissora descumpriu as determinações impostas pelo Ministério da Justiça, além de violar dispositivos constitucionais e legais. “A reiterada reprodução das cenas em questão em nada contribui para uma formação e desenvolvimento saudáveis das crianças e adolescentes. Ao revés, as inadequações relatadas, totalmente impróprias ao horário livre e à classificação indicativa auto-especificada, levam à distorção dos valores éticos e morais por esse público infanto-juvenil, extremamente vulnerável, e, portanto, naturalmente tendente a repetir comportamentos apresentados, visto ser inegável que a televisão exerce forte influência sobre o desenvolvimento e a formação dos telespectadores”, afirma o procurador da República Fernando de Almeida Martins.

Guerra pela audiência – O MPF/MG entende que as programações ilegais configuram um descumprimento deliberado e consciente da portaria de classificação indicativa, porque o mais importante para os veículos de comunicação é a busca da lucratividade, que depende, por sua vez, do aumento da audiência.

“As tais cenas da dança no poste aumentavam a audiência da novela em percentuais expressivos e isso foi amplamente divulgado na época. Possivelmente, entre faturar com o aumento da audiência e a venda de cotas publicitárias e ter de arcar depois com as conseqüências de seus atos, a Globo preferiu a primeira hipótese. As emissoras agem reiteradamente dessa maneira, e, depois de fazê-lo, reajustam a programação sem reparar os danos aos direitos difusos lesados e sem que sejam submetidas a um controle efetivo que desestimule esse tipo de conduta”, sustenta o procurador. Neste caso específico, “a ré parece ignorar a repercussão patrimonial do valor de uma possível indenização, como se os benefícios alcançados com as violações compensassem o dever de arcar com seu desrespeito”.

Ainda segundo o procurador, o pedido de indenização por danos morais coletivos não constitui censura, porque, neste caso, o que ocorreu não foi o exercício do legítimo interesse ao direito de expressão, e sim o ilegítimo exercício desse direito: “a Constituição, ao mesmo tempo em que vedou a censura, estabeleceu valores aos quais as redes de televisão devem obediência. Assim, não pode o Ministério Público ou o Poder Judiciário ignorar a violação aos limites impostos pela Constituição, em especial os que obrigam as empresas de radiodifusão de som e imagens a zelar pela proteção da pessoa e da família.”

Pedidos - O MPF pede que a emissora seja condenada a pagar uma indenização no valor de 1% do faturamento bruto durante o ano de 2007. Pede ainda a concessão de tutela antecipada proibindo a Globo de exibir, em horário livre, reprises, ainda que parciais, de programação restrita a maiores de 10, 12, 14, 16 e 18 anos, sob pena de pagamento de multa no valor de 150 mil reais por dia de descumprimento.

Fonte: Procuradoria da República em Minas Gerais




MPF/SP recomenda à Band que respeite o direito à informação correta

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) recomendou ao presidente da Rede Bandeirantes de Televisão, João Carlos Saad, que a emissora tome providências para que seja respeitado o direito à informação dos telespectadores e impeça que notícias já exibidas sejam veiculadas como fatos atuais.

Reprodução: TV BandA procuradora regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo Adriana da Silva Fernandes, autora da recomendação, analisou imagens que a rede exibiu com o selo de “ao vivo”, em 14 de janeiro de 2008, mas que, na verdade, eram de uma reportagem sobre um assalto ocorrido em agosto do ano anterior. As imagens foram analisadas após denúncia feita por meio do Digi-Denúncia do site do MPF em São Paulo.

A denúncia enviada ao MPF trazia uma reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que afirmava que o telejornal Brasil Urgente havia utilizado imagens de um fato já ocorrido e que foi veiculado como notícia “ao vivo” e “exclusiva”. O MPF/SP considerou que como o apresentador em nenhum momento avisou sobre a data do fato ocorrido, gerou dúvidas nos telespectadores sobre a atualidade da notícia.

Em resposta ao procedimento instaurado pelo MPF para apurar o caso, a rede afirma que o selo “ao vivo” apareceu apenas em alguns momentos da transmissão, quando a tela era dividida entre o assalto e o apresentador (ao vivo). O selo só não estava no quadro do apresentador, que estava à esquerda da imagem, por ser inviável do ponto de vista técnico, que ele passasse para o outro lado, afirmou a emissora.

O MPF considerou que por se tratar de uma concessionária do serviço de radiodifusão de sons e imagens a emissora tem o dever de informar a seus telespectadores os fatos sem alteração da verdade e sem deformação das notícias veiculadas pela emissora. O MPF deu um prazo de 20 dias para que a emissora tome as providências necessárias para garantir que não sejam veiculadas notícias sobre fatos passados, como atuais, respeitando assim, o direito à informação.

Fonte: Procuradoria da República em São Paulo




VIVO e suas propagandas surreais

Operadora de telefonia móvel VIVO


Entra mês, passa mês... e a operadora de telefonia móvel VIVO, continua tentando impor uma imagem que de fato não tem, mas sonha um dia ter. Com propagandas pomposas e fantasiosas, a VIVO tenta galgar um posto de “querida” do consumidor brasileiro.

A apelação é tamanha que para contrapor o desprestígio da empresa existe a necessidade de contratar rostos conhecidos da mídia, como a atriz e jornalista Marília Gabriela e o apresentador Luciano Hulk, entre outros.

O mais novo comercial da VIVO se supera nos quesitos falta de “inovação” e “propagação de números irreais”.

Aliás, números - e principalmente números desconexos - são o forte da empresa. A começar pelos supostos 40 milhões de clientes que a operadora insiste em anunciar com orgulho e usar como slogan, haja visto que em seu último relatório anual consta uma base de 33.484 milhões de clientes. Uma diferença, quase que “insignificante”, de 6,5 milhões de clientes.

Diferença essa, que pode ser aumentada se forem observadas (auditadas) as quantidades reais de linhas em funcionamento. Isso porque, a VIVO mantém um programa de “criação de clientes inexistentes”. Mascarado atrás de uma boa intenção, que é o desconto na troca de um aparelho antigo por um novo, a operadora condiciona a inserção de uma nova linha no aparelho antigo. Ou seja, inflando a quantidade real de linhas em funcionamento na sua rede.

Na propaganda que vem sendo veiculada na televisão durante essas últimas semanas, a VIVO apresenta outros números irrelevantes:

500 mil usuários Banda Larga VIVO.

Para um “universo” anunciado de 40 milhões de clientes, não há nada do que se orgulhar. Pelo contrário, qualquer pessoa que vá atrás dessa suposta banda larga, fica ciente de que de larga não tem nada, nem cobertura e nem qualidade. De largo, de fato, às únicas coisa são: o tamanho do equipamento; e o preço, extremamente caro.


300 mil músicas baixadas pelo VIVO Play por mês.

Outro dado ínfimo e praticamente irrelevante, sendo que as músicas são oferecidas por empresas terceiras. Inclusive é fator de muita dor de cabeça aos usuários, uma vez que nem sempre há a conclusão do envio da música, porém sempre é concluída a cobrança.

6 milhões de usuários únicos VIVO Wap todo mês.

Esse até que é um número considerável. Mas há de se analisar que a tecnologia Wap já esta bastante popular em todas as operadoras, e na VIVO torna-se obrigatório o uso, uma vez que a operadora não tem uma rede 3G existente, sendo então, o Wap a única forma de acesso à Internet através do celular. Vale observar também, que existe uma quantidade grande de aplicativos nos aparelhos que fazem conexão automaticamente, fora os botões de acesso que são posicionados para acessos acidentais.

Os dados importantes e relevantes, a operadora “esquece” de apresentar. Vamos a alguns exemplos:

De acordo com seu próprio relatório anual, a VIVO fechou o ano de 2006 com 5896 funcionários. De 2006 a 2007, houve um crescimento – seja de receita ou de clientes. Entretanto, a empresa fechou o ano de 2007 com MENOS funcionários do que no ano anterior. Dado no mínimo curioso.

Isso ainda se contrapõem à quantidade de reclamações que, nesse caso, a empresa é mesmo LÍDER invicta e inquestionável.

Sejam reclamações de usuários da telefonia móvel formalizadas na ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações), nos PROCONS, nos Juizados Especiais, entidades de defesa do consumidor, sites especializados, colunas e sessões de jornais e revistas especializados.

Para que fique bem claro, em 2004, 2005 e 2006, a operadora VIVO ficou em SEGUNDO lugar no ranking GERAL do PROCON. Em 2004, perdeu apenas para a operadora Claro, que nos anos seguintes foi caindo drasticamente no ranking, ou seja, deixando de ser a mais reclamada. E, em 2005 e 2006, só perdeu para a Telefônica, também empresa de telefonia, que inclusive é controladora da VIVO.

Em 2007, a empresa caiu para o quarto lugar no ranking geral, porém continua sendo a empresa de telefonia móvel com mais reclamações.

Um outro exemplo claro e simples do descaso da empresa é um ranking do site especializado em reclamações dos consumidores, o Reclame Aqui.

Contra a VIVO existem, no site Reclame Aqui, 3901 reclamações registradas. Dessas, apenas 35% foram respondidas pela operadora, ou seja, a maioria ou 2536 reclamações foram simplesmente IGNORADAS pela empresa. Do total, apenas 26,2% das pessoas voltariam “a fazer negócios” com a empresa. Traduzindo, 73,8% não recomendam ou voltariam a serem clientes da operadora.

Outro dado relevante que não é divulgado, é a queda na participação da operadora no mercado de telefonia móvel. É fato notório que o setor de telefonia móvel cresce assustadoramente todos os anos, porém, contrapondo isso, a VIVO tem diminuído sua participação.

Em 2006, a VIVO tinha 38,2% de participação no mercado (Market Share), e essa participação caiu para 36,7% em 2007. Esses dados são do relatório da própria operadora.

Dados mais atuais, na ANATEL, mostram que:
Em Janeiro de 2008, a operadora tinha 27,44% de participação no mercado nacional. Em Fevereiro caiu para 27,32%. Em Março caiu mais uma vez, registrando 27,28% de participação. Abril, a operadora registra mais uma queda, indo a 27,20%, mas acabou incorporando a operadora Telemig Celular, o que fez seu índice de participação aumentar para 30,36%.

Em Maio, o índice teve mais uma alta, ficando em 30,45%. Mas logo em seguida, recomeça a trajetória de queda, registrando 30,36%. Em Julho e Agosto a queda continua se acentuando, 30,25% e 30,12%, respectivamente.

Esses números de participação de mercado mostram, em “tempo real”, qual é realmente a posição da operadora no mercado. É um bom e confiável índice que representa a relação custo-benefício, a qualidade dos serviços, a qualidade do atendimento...

Outros pontos podem e devem ser observados.

A VIVO é uma das operadoras que mais lutam e relutam contra a “Portabilidade Numérica”. Isso demonstra apenas uma coisa, que a empresa já sabe que não é a melhor operadora, e nem a melhor escolha. Com isso, ela vai perder mais clientes, do que ganhar. E isso não é uma afirmação, isso é fato e já está acontecendo.

Em relação à inovação tecnológica a VIVO é um espanto, quase um museu. A operadora está sempre às margens dos avanços. Só recentemente começou a migrar da tecnologia CDMA para a tecnologia GSM, coisa que a operadora Claro fez há muito tempo atrás, e a TIM há mais tempo ainda.

Muito tem se falado da tecnologia 3G. Essa tecnologia ainda não chegou a VIVO. Enquanto todas as outras operadoras se movimentam para implantar essa tecnologia, como por exemplo, a Claro que já faz um ano do inicio da implantação, a VIVO se mantém alheia.

Cobertura 3G - Agosto de 2008


Outro fato de simples percepção foi a “questão iPhone no Brasil”. Onde a operadora Claro, foi a primeira a fechar acordo com a Apple para trazer o iPhone 3G para o Brasil. Só depois de um período que a VIVO anunciou que queria também vender o iPhone no país, e em seguida fechou acordo com a Apple.

Mas será que não houve nenhum lançamento inovador pela VIVO? Eu estaria mentindo se dissesse que não.
Um “avanço” da VIVO, se é que se pode chamar assim, foi vender um aparelho da Samsung que recebe os sinais da TV Digital.
Agora, se analisarmos, observa-se que isso nada tem a ver com a VIVO. Quem fabrica o aparelho é a Samsung, e quem disponibiliza o sinal de TV Digital são as próprias operadoras.

Pra não esquecer de citar, e isso mostra a isenção de uma empresa. Eu, particularmente, tenho duas comunidades “contra” a operadora VIVO no site de relacionamentos Orkut. Tanto as minhas, quanto as que eu sou mediador, quanto as que eu apenas participo, tiveram as imagens representativas deletadas. Essa atitude foi tomada pelo Google, que mantém o Orkut, sob uma interferência da própria operadora VIVO. Entretanto, e confirmando o que foi dito, nenhuma comunidade que enaltecia a operadora e usava o logo da mesma sofreu intervenção.

Sem lembrar a luta judicial pela qual a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) trava contra a operadora VIVO, pleiteando receber valores em dinheiro, dos quais a CBF alega que não estão sendo pagos pela VIVO.



Com esses, e mais alguns outros pontos que sequer foram citados, acho que é possível notar que a VIVO realmente não é, nem de longe, a melhor opção.

Isso tudo faz com que os trocadilhos com os slogans da operadora, como “Vivo, roubando você!”, “Vivo sinal Sem qualidade!”, “Vivo, líder em propaganda enganosa!”, ou mesmo o “Vivo nem morto!”, sejam tão representativos e reais.




segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Frase do dia

Não há vidas pequenas; quando as encaramos de perto, toda a vida é grande.
Maurice Maeterlinck, poeta, dramaturgo, BEL, 1862-1949