quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Notícias comentadas

Assistindo a essa notícia exibida no "Jornal Nacional" fiquei refletindo.

Ficar chocado ou não com uma coisa dessas? É certo ou não a população fazer isso?

Eis que cheguei à conclusão que, de acordo com o que foi apresentado - é obvio -, sim, está justificado (isso quer dizer mais ou menos um "está certo")!

É fato que em um mundo sem regras e leis não se vive. Também é fato que pelo menos 30% de toda a injustiça, seja ela qual for - social, econômica, cultural... -, é de responsabilidade direta do Poder Judiciário, que na maioria das vezes falha na mão pesada, e que em outras mais abranda onde não tem que ser abrandado.

Portanto, é essa a imagem que os brasileiros, seja ele pobre ou rico, negro ou branco, alto ou baixo, tem CONSTATADO da justiça. E onde tem pelo menos imagem de injustiça, o efeito é devastador. Mas de fato, sabemos que não é uma imagem apenas, pena!

Sendo assim, na minha visão, de maneira muito é que democrática e justa (uma vez que sequer uma pessoa morreu ou ficou ferida) a população saiu às ruas, e não errou a mão, não errou a hora, e principalmente não errou o lugar. Fez o que era errado, mas no contexto o certo.

A população não será beneficiada com a atitude que teve, mas também não perde muito, do tanto que já tem perdido.

O que mais me choca, não é a atitude dos tidos como "vândalos" e sim a atitude do juiz em se preocupar porque teve que pular um muro fugido. Oras, cidadãos comuns fazem isso todos os dias, seja porque querem ou porque estão em situação de risco. Ladrões e bandidos também fazem isso. Porque um juiz não pode? O que afinal tem de mais nisso?

De um todo dessa situação, eu ainda só consigo ver as maiores perdas para a população. Um exemplo, é que muitos têm ai processos que sabe deus o que vai acontecer.

Por outro lado, boa parte do trabalho que fica ai nas prateleiras, pesando ficticiamente na mente dos "juizes" foi abduzida. Ou seja, menos trabalho.
Com o salário do juiz, garanto que ele consegue terminar de derrubar a casa dele e construir uma outra muito mais ampla e bonita.
E ainda passeou de helicóptero, quer mais?

No entanto, e a vida do jovem que morreu, e a de tantos outros? Ou que seja, aqueles que foram prejudicados por pessoas que lesaram o sistema financeiro, ou o sistema de aposentadorias... enfim... essa “população” com absoluta certeza que sofre até hoje.

Portanto, não apoio tal atitude, mas acredito que ela esteja mais do que justificada. Aliás, são com justificativas estapafúrdias, e claro um pouco de dinheiro, que muitas "questões" judiciais são resolvidas.

E acho bom, não só esse juiz, mas todos aqueles que sabem que tiveram culpa nessa "importante e ampla ação social", começarem a andar, para não terem que pular muro mais uma vez! Já que é esse o problema deles, ou pelo menos é isso que esse juiz enxerga (não podemos negar que já é um avanço, haja vista que a “justiça é cega”).

E eu acredito mais na isenção e honestidade da afirmação da lavradora Ana Zélia Costa, que disse: “Nós estamos pedindo justiça para essa terra sem lei”. Do que na absurda lamúria do juiz Cesar Augusto Rodrigues, que disse: "... Na verdade, parece que o juiz é o bandido fugindo da polícia”.

É, e a vida continua né. Salve-se quem puder!


Só mais uma coisa – notícia de última hora.

O STF se contrariou – em suas “opiniões” já na maioria contrárias a realidade -, e decidiu não impedir à candidatura dos candidatos com “ficha suja”. Leia na Folha de S.Paulo.

Antes de qualquer coisa, posso declarar que sou totalmente a favor da proibição. Acho que o político que tenha, qualquer, pendência jurídica não pode se candidatar. Seja uma dívida no bar da esquina ou um assassinato. Julgado ou não, em primeira, segunda, ou se arrastando pelas “zilhões” de oportunidades concedidas pela "justiça-injusta".

Agora, essa questão, no mínimo, deveria ter sido votada há uns três meses atrás!
Hoje, agora, nessa atual situação, isso serviria para causar um tumulto e mais injustiças.

Sendo assim, não acho que o STF tenha pensado exatamente nisso, mas, de fato, decidiu que não vai interferir nessa história, e liberou os políticos de “fixa suja”.

Dos 11 votos, nove fora contra a proibição, são eles os ministros donos dos votos: Celso de Mello, Ellen Gracie, Menezes Direito, Marco Aurélio Mello, Carmem Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Eros Grau e César Peluso.

E foram a favor da proibição, o ministro do TSE Carlos Ayres Britto e o ministro Joaquim Barbosa.

A ação foi proposta pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), a mesma que fez a lista defeituosa (pra não usar outro termo) dos políticos de “fixa suja”. Na minha opinião é claro, que serviu mais para invalidar a proposta, do que realmente para sua finalidade. Nunca se sabe, talvez o objetivo fosse esse mesmo, validar a participação dos que tem “fixa suja” e não ao contrário.




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