sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Cerimônia de Abertura e cobertura da Globo

Reprodução: TV GloboA Cerimônia de Abertura das Olimpíadas de Beijing (Pequim) (2008) foi muito bonita. Na verdade ainda não acabou, nesse momento as 204 delegações estão, ainda, desfilando.

Sinceramente, eu esperava algo mais honesto e real. Mas a China conseguiu passar muito bem à imagem que ela QUER TER e SER (observe o tempo dos verbos). Um dos principais pontos explorados foi à harmonia, o que definitivamente a China não está nem perto de tal, pelo contrário, caminha contra. Outra coisa foi à quimera da união das "etnias" internas, o que também não é uma realidade.

Reprodução: TV Globo

Acho que houve uma inovação sim, principalmente da interação tecnológica com as pessoas, mas acho que está bem longe de ser a cerimônia mais bonita, num todo.

Reprodução: TV Globo

Reprodução: TV GloboE a diferença da cerimônia ocidental e oriental é gritante. Aqui temos músicas com melodia harmoniosa, suave... Lá são batidas secas, com ritmo, mais totalmente sem graça. Mas isso já não tem como se mudar, sendo que daria uma cara mais artificial ainda a cerimônia.

Já a transmissão da Globo, está duro de assistir.

O primeiro problema é o narrador principal, o Galvão Bueno, que narra de rodeio a parto. As brincadeiras bobas são sempre as mesmas. A voz irritante nem se fala.

Reprodução: TV GloboPor trás, a excelente jornalista Sonia Bridi que começa a comentar as coisas e não termina um comentário. Você fica sem entender se ela está falando besteira e por isso parou, se parou porque fala o que não sabe, ou ainda se esquece o que ia falar, ou se parou pra outro narrador falar.

Pedro Bassan quer aparecer mais do que o Galvão Bueno, e por vários momentos mede força, os dois falam sem parar e não se entende nada.

Reprodução: TV GloboAlém de serem extremamente inteligentes, mesmo porque a equipe conta ainda com o jornalista Marcos Uchôa, nenhum deles sabia quem era o primeiro-ministro do Canadá (no caso, Stephen Harper). Ou seja, não sabem de cabeça - até ai tudo bem -, não foram buscar previamente quais as autoridades estariam presentes, não tiveram o mínimo de suporte de alguém da produção - para buscar a informação on-line, que fosse -, e ainda por cima falaram no ar que não sabiam. Uma coisa no mínimo displicente.

Reprodução: TV Globo

Reprodução: TV GloboUm ruído intenso nos microfones, uma fala-fala atrás, de alguém passando orientações do que deveria ser falado para o Galvão. Galvão explicando que estavam trocando o microfone do Pedro Bassan.

Isso sem contar nas imagens amadoras captadas. Porque além de ter acesso às imagens geradas pela própria organização, a Globo foi autorizada (acho) a transmitir através de algumas câmeras próprias. Com isso, veio aquele show de amadorismo, com imagens tremidas, imagens cortando a cabeça dos televisionados, da bandeira do Brasil... enfim, deu-se à impressão que foram distribuídas pela platéia algumas "tekpix" (câmeras porcarias) e exibidas imagens no lugar da transmissão oficial, de qualidade.

Reprodução: TV GloboQue também, em detrimento de imagens amadoras gravadas da delegação brasileira que foram exibidas a todo o momento, boa parte das delegações que entravam não foi mostrada. Uma verdadeira falta de respeito com essas delegações. Isso sem contar nos comentários sarcásticos feitos pelos jornalistas no ar, como de delegações que não ganham medalhas e de autoridades.


Reprodução: TV GloboAh, não posso esquecer de mencionar os exagerados contatos telefônicos sem qualidade, colocados no ar. A idéia foi inovar, mas definitivamente não foi uma boa idéia. As ligações tinham péssima qualidade (deveria ser ligações pela Vivo), as perguntas são aquelas vazias de sempre, e em compensação os correspondidos respondiam com outras frases vazias. E nisso tudo, outras delegações deixaram de ser mostradas.

Reprodução: TV GloboA lista de reclamações e insatisfações é imensa, vou parar por aqui para não parecer perseguição.

Resumindo, uma coisa bem amadora, altamente informal, com pouquíssima preocupação com qualidade e seriedade. Bem aquém do aclamado "Q" de qualidade.






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