quinta-feira, 3 de julho de 2008

Speedy fora do ar: Como agir?

Desde ontem, quarta-feira 2 de Julho de 2008, cerca de 3 milhões de assinantes do serviço Speedy da Telefônica estão ‘enfrentando problemas’ com o serviço.

Diferentemente do que à Telefônica tem informado, o problema iniciou-se ontem (02) pela manhã, e não ontem à tarde. Sendo que a partir da tarde de ontem, o serviço encontra-se totalmente indisponível.

Também diferente do que está sendo informado pela Telefônica, essa interrupção do serviço está afetando a administração pública nos âmbitos federal, estadual e municipal (incluindo departamentos de estado e município, delegacias, hospitais...), grandes e pequenas empresas, e assinantes de uma maneira geral.

Diante da notável falha, a Telefônica insiste em justificar que: “Trata-se de um evento técnico complexo e raro, que vem exigindo o trabalho ininterrupto de toda a equipe de técnicos e engenheiros da operadora, além de especialistas internacionais vinculados aos fabricantes dos equipamentos”.

Para os prejudicados, minimizando a falta de informação e respeito a qual nos temos recebido da Telefônica, cabe apenas aguardar a normalização do serviço. Que até o presente momento ainda não aconteceu, e só deve estar totalmente solucionado após o meio-dia de amanhã (04).

Sendo assim, após a normalização do serviço, o titular da linha telefônica deve entrar em contato com a Telefônica e solicitar o abatimento do período. Nota-se que o período foi iniciado nas primeiras horas do dia 02 e provavelmente só deve ser finalmente encerrado às 12h do dia 04.

Um cálculo base pode ser usado para saber o valor da devolução: o valor cobrado pelo serviço, dividido por 30 (correspondente aos dias do mês).

Por exemplo: Um cliente que tem um plano de 1 mega, paga R$ 89,90 pelo serviço.

89,90 ÷ 30 = 2,99

Um cliente que tem um plano mais alto, como o de 8 mega, paga R$ 199,90. Nesse caso:

199,90 ÷ 30 = 6,66

Isso corresponde a um dia de inoperância. Como o problema começou nas primeiras horas do dia 2, e persiste pelo menos até agora (final do dia 3), isso corresponde a praticamente 2 dias, portanto o valor deve ser dobrado.

No primeiro caso, o abatimento será de R$ 5,98, e no segundo caso o abatimento será de R$ 13,32. E assim sucessivamente até que o cliente perceba que o serviço já tenha se normalizado.

Essa regra é valida não só nesse caso, mas em qualquer outro que o cliente fiquei sem o serviço. É muito importante que o consumidor/cliente solicite o abatimento. Além de ser um direito, mostra que o consumidor se respeita, e evita que novos casos e descasos aconteçam.

À primeira vista, pode parecer um valor módico, não se engane! Se fosse 1 centavo de cada um dos 3 milhões de clientes, seriam 3 milhões de reais.

Sabe-se também que à Telefônica presta o pior serviço de internet do país, e que tem o pior atendimento do Brasil.

Nesse caso, para conseguiu o abatimento de maneira menos complexa, o titular da linha deve ligar direto na Ouvidoria/Ombudsman da Telefônica, através do número 0800 7751212, que funciona das 9h às 17h, nos dias úteis. Pode também recorrer ao tradicional 103 15. Ambos os números são gratuitos.

O consumidor pode e deve também registrar reclamação sobre o ocorrido na ANATEL. A Agência Nacional de Telecomunicações é incumbida de fiscalizar as operadoras de telefonia, entre outras atribuições. Podendo também, nesse caso, multar à Telefônica pela não prestação do serviço durante todo esse período. Nesse caso ligue para: 0800 332001.

Vale ressaltar que a reclamação e o pedido de abatimento podem ser feitos em até prazo máximo de três meses do ocorrido. Por tanto, não tem como ligar hoje, amanhã ou depois, não se preocupe você tem até 3 meses para questionar, mas o faça.

Caso alguém tenha algum tipo de dificuldade pode deixar comentário com e-mail abaixo, ou enviar-me um e-mail.

Pode também procurar o PROCON, órgãos de Defesa do Consumidor e instâncias jurídicas.

Quer um conselho de amigo? Mude de serviço!


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