domingo, 22 de junho de 2008

A falsa "Madre Tereza de Calcutá"

A matéria de Charles Miller, da BBC Brasil, relata a entrevista exclusiva que o magnata Bill Gates concedeu à emissora.

Bill faz algumas afirmações interessantes, por exemplo: "A maioria dos nossos concorrentes era muito mal administrada" e "Muitos de nossos competidores pensavam apenas em um produto".

Essas afirmações, na minha opinião, refletem apenas o presente-passado e o passado, porque hoje esse são os maiores problemas da Microsoft.
Diante do surgimento natural de outras empresas no ramo, ela não tem conseguido manter a cabeça no lugar. E, seu pensamento e direcionamento de atitude muito abrangente têm feito com que seus produtos tenham um grande apelo de marketing, que por final nem correspondem ao fato. Sendo que seus últimos produtos, incluindo o principal - sistema operacional, apresentam um número muito grande de falhas, para as supostas inovações.

Ninguém nega que Bill conseguiu chegar ao auge. Agora, ninguém pode também negar que Bill não está mais nesse auge e que se sua empresa não mudar radicalmente, continuará apenas conseguindo opositores e insatisfeitos, conseqüentemente indo à "falência". Claro que isso não vai ser amanhã, mesmo porque, com o imensurável monopólio que Bill constituiu, o que não lhe falta é dinheiro pra torrar.

O que, aliás, é o que ele faz oficialmente desde a última sexta-feira. Quando então, entrou no que ELE chama de peregrinação "filantrópica". Traduzindo, ele vai redistribuir todo o dinheiro que cobrou em excesso pelos seus produtos.

Acho que não existe no mundo um ser humano que ficaria extremamente satisfeito de ter dinheiro à vontade para dar aos outros e ajudar em causas sociais. Não nego que Bill trabalhou e muito para hoje poder fazer isso.

Porém, talvez, se ele tivesse sido um pouco mais consciente e transigente e, por exemplo, cobrado um dólar a menos que seja pelos seus produtos. Hoje, talvez, o mundo poderia estar muito mais informatizado, conseqüentemente tendo acesso a muito mais cultura e informação, e ele ou teria a mesma quantidade absurda de dinheiro ou até mais do que já tem.

Por tanto, pra mim, prefiro acreditar que Bill continuará trabalhando e não como ele diz "fazendo filantropia".




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